Intercambista da UFBA na Alemanha fala sobre experiência de estágio no país

26/02/2017 às 04:28

Rafael Queiroz é estudante de Engenharia Mecânica na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Há sete meses, o jovem estuda e estagia no Instituto de Produção Tecnológica Fraunhofer, localizado a 638 km de Berlim, na fronteira da Alemanha com a Bélgica e próximo também à fronteira com a Holanda.

O estudante conseguiu realizar sua mobilidade acadêmica através de um convênio de parceria entre a UFBA. Para saber mais sobre as impressões de Rafael em sua viagem, o Intercâmbios Acadêmicos conversou com o jovem.

Imagem: Arquivo pessoal / Facebook


Como você decidiu que queria fazer um intercâmbio?

Logo no início da faculdade eu tive o desejo de fazer intercambio. Através de conversas com alunos recém formados, percebi que a experiencia internacional era um assunto que estava sendo bastante valorizado nas entrevistas de emprego. Fora que, para minha área - Engenharia Mecânica - é fundamental, principalmente se o estudante estiver interessado na busca de novas tecnologias.

Como se deu o processo de decidir o país de destino?

Assisti a uma defesa de TCC de um aluno que fez intercâmbio num instituto de pesquisa na Alemanha, chamado Fraunhofer IPT. De tão fantástica e tecnológica que achei a apresentação, pus na cabeçaa que também queria ir para lá.

A UFBA te auxiliou no processo?

Não diretamente. A UFBA, através de alguns professores e alunos, possui parceria com o instituto. Essa parceria me possibilitou concorrer a uma das vagas.

Quais os pontos positivos do intercâmbio até agora? E os pontos negativos?

Aprendizado de uma nova cultura e idioma, qualidade de vida e segurança. Nenhum.

Qual o seu conselho para alguém que deseje fazer intercâmbio na Alemanha?

Estude alemão o máximo que puder antes de vir. As pessoas aqui valorizam muito apenas o fato de você tentar falar no idioma deles. É uma questão de respeito.

No que você acredita que este intercâmbio pode ajudar a sua vida acadêmica, pessoal e profissional?

Diferentemente do Ciência sem Fronteiras, esta modalidade de intercambio tem caráter bem mais profissional. Se trata de um estágio de quarenta horas semanais. No Brasil, seria carga horária de trabalho. Isso faz com que os alunos aqui criem mais responsabilidade, capacidade de trabalhar em equipe e resolver problemas. Tenho certeza que essa experiência aqui terá sido uma contribuição valiosa para o meu futuro profissional.

Quais os seus planos para o futuro? Pretende voltar a morar fora do país?

Ainda não tenho certeza, mas voltar para a Alemanha para fazer um mestrado ou trabalhar é uma opção considerável, haja visto que a situação no Brasil não é das melhores.
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